quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

João Araújo de Oliveira

João Araújo de Oliveira

Depoimento tomado dia 12 de outubro de 2007

"Sou ourives há 30 anos, nascido em João Pinheiro. Mudei-me para Paracatu há 10 anos, com a esperança de montar minha própria indústria de jóias de ouro. Foi uma frustração, porque, apesar de Paracatu ser a terra do ouro, nós não temos condição de trabalhar o ouro daqui. Antigamente era fácil adquirir ouro dos garimpos democráticos de Paracatu. A RPM monopoliza a extração do ouro, mas não vende nada na cidade. Eu julgo que é um dever da mineradora adotar as recomendações do relatório, no sentido de vender parte da sua produção em Paracatu e financiar a criação e manutenção do Centro de Referência Internacional do Artesanato e Indústria do Ouro nesta cidade. Julgo que esta é uma forma justa de compensar as perdas que a população teve com o monopólio do ouro. Precisamos de apoio para formar profissionais joalheiros na região. Eles sempre existiram em Paracatu. Hoje são cerca de 20 profissionais talentosos em Paracatu, sem condições de trabalho. Eu também acho corretas as demais recomendações do relatório."