terça-feira, 28 de julho de 2009

Gerente geral da Kinross em Paracatu é demitido?


Gerente geral da Kinross em Paracatu é demitido

Por WebRepórter (*), adaptado para o AlertaParacatu

Sete meses após ter assumido o posto mais alto da mineradora em Paracatu-MG,
Jairo Leal deixa a função

Na tarde desta terça-feira (07 de julho) a Kinross comunicou a demissão do
Gerente Geral da empresa em Paracatu, Jairo Leal.

Contratado há apenas 7 meses para substituir Victor Hugo Belo nas funções de
gerente-geral da mina de ouro de Paracatu, Jairo Leal encontrou uma empresa
imersa em problemas decorrentes do plano de expansão da mineradora. Não
bastase as dificuldades técnicas que ameaçam a viabilidade do plano de
expansão da mina, como as barragens de contenção de rejeitos tóxicos e a
operação de um gigantesco moinho SAG, a empresa enfrenta fortes denúncias de
contaminação do ar e da água e a ameaça de destruição de fontes de
abastecimento público de água potável da cidade pelo aprofundamento da cava
da mina e a construção de um novo lago de rejeitos tóxicos.

Em Paracatu ouviu-se dizer que as razões da demissão de Jairo Leal foram
"dificuldades encontradas nas questões particulares da unidade de Paracatu",
que possui "características bem diferentes daquelas já conhecidas pela
multinacional canadense". Como Jairo Leal possui vasta experiência em
mineração, tendo atuado na Companhia Vale do Rio Doce, uma das maiores do
mundo, as especulações sobre as reais causas de sua demissão são
inevitáveis.

A mina de ouro da Kinross em Paracatu está situada dentro da cidade, o que
causa impactos significativos para a população de 90 mil habitantes.

As rochas da mina possuem o mineral arsenopirita, que libera arsênio durante
o processo de mineração. Arsênio é substância cancerígena. Como a
concentração de ouro no minério é a mais baixa do mundo (0,4 g/tonelada), a
Kinross precisará processar mais de um bilhão de toneladas de minério em 30
anos de operação (40 a 60 milhões de toneladas/ano) a fim de tornar a mina
economicamente viável.

Críticos do projeto de expansão, como a Fundação Acangaú, denunciam que os
passivos gerados pelo projeto tornam a operação inviável.

(*) http://paracatu.esquiro.kinghost.net/index.php?act=noticias&nid=321
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Sergio Ulhoa Dani
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