segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Prefeito perna-curta


Prefeito perna-curta

Por Sergio U. Dani

Mentiras têm pernas curtas. Iguais às do prefeito Vasquinho. Atolado no
fracasso da própria incompetência e ganância, usou dinheiro público e
pessoas ingênuas para se reeleger, e agora precisa vomitar o que não
conseguiu engolir. Mas Vasquinho parece não se importar. Ele nem acha que
errou ou foi culpado de nada. A culpa, para o prefeito Vasquinho, deve ter
sido de Deus, então que Ele pague a conta.

Nesta sexta-feira, o prefeito Vasquinho anunciou a demissão da primeira leva
de 97 funcionários da prefeitura de Paracatu-MG. Em clima de choro e ranger
de dentes, como de costume, avisou que os 120 milhões de reais de
faturamento da prefeitura são muito pouco dinheiro para cuidar da cidade de
90 mil habitantes e seus cidadãos doentes. Talvez sem querer ou sem
perceber, ele admitiu que os serviços de Hemodiálise e UTI para tratar dos
moribundos têm sobrecarregado os cofres públicos. Então ele decidiu cortar
na carne que o elegeu. Essa foi a solução que ele encontrou.

A verdade é que os maus políticos e os maus gestores têm pernas curtas. Eles
quebram rapidamente a economia do povo com sua falta de visão e a sua má
gestão. Em Paracatu, eles são cúmplices de um genocídio, eles são cúmplices
do envenenamento da cidade pela mineração de ouro a céu aberto, desde 1987.
Genocídio é a matança em massa ou escravização de pessoas pelo lucro,
política ou ideologia.

Mas as mentiras têm pernas curtas e a verdade vem a galope. A cidade,
envenenada pelo arsênio da mina de ouro da transnacional canadense Kinross
Gold Corporation, começa a apresentar a conta do erro e das mentiras. A
verdade é que as doenças estão aumentando, os doentes estão morrendo. Não há
dinheiro no mundo que pague as perdas e danos causados pela falta de visão,
pela má-gestão, pelos maus políticos e suas más-decisões.

Os gastos com saúde em Paracatu aumentaram 30% nesta gestão, a “gestão da
expansão da Kinross”, da expansão do problemão. Em 2009, a folha de
pagamentos da prefeitura ultrapassou 56% da receita arrecadada. Por três
vezes, o Tribunal de Contas de Minas Gerais chamou a atenção do prefeito. O
prefeito Vasquinho, que gozava de um salário de 16 mil reais, maior que o do
governador do estado e que o do presidente da república, foi obrigado pelo
Ministério Público a devolver o dinheiro e a contentar-se com 9 mil.

A crise da saúde deságua nas crises política, financeira e administrativa,
tudo fruto de pura incompetência e das mentiras. O “V” da vergonha. O “V”
das pernas curtas viradas pra cima. E no final, o prefeito-vergonha, o
prefeito-perna-curta vem dizer que a culpa é de Deus. Que Deus lhe pague! Ou
será a diabada?

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Sergio Ulhoa Dani
Tel. 00(XX)49 15-226-453-423
srgdani@gmail.com