Cresce o número de abortos espontâneos em Paracatu: mineradora transnacional Kinross é apontada como culpada em ação judicial
Por Sergio Ulhoa Dani (*), em 18 de janeiro de 2011
O número de abortos espontâneos em Paracatu, cidade de 100 mil habitantes do noroeste de Minas Gerais, Brasil, está acima do número de abortos espontâneos nos municípios vizinhos de João Pinheiro e Unaí, conforme dados oficiais do sistema público de saúde.
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
domingo, 19 de dezembro de 2010
Arsênio na bactéria dos outros é refresco
Arsênio na bactéria dos outros é refresco
Por Sergio Ulhoa Dani (*)
Pesquisadores da NASA descobriram no lago Mono da Califórnia uma bactéria que troca fósforo por arsênio nas suas moléculas, inclusive no DNA [1]. A descoberta é intrigante porque o arsênio é um elemento extremamente tóxico. Entretanto, o achado não autoriza a conclusão em favor da essencialidade do arsênio para nós e os nossos semelhantes.
Por Sergio Ulhoa Dani (*)
Pesquisadores da NASA descobriram no lago Mono da Califórnia uma bactéria que troca fósforo por arsênio nas suas moléculas, inclusive no DNA [1]. A descoberta é intrigante porque o arsênio é um elemento extremamente tóxico. Entretanto, o achado não autoriza a conclusão em favor da essencialidade do arsênio para nós e os nossos semelhantes.
Alta mobilização de arsênio mais de 200 anos depois do início da mineração de ouro no Quadrilátero Ferrífero.
Alta mobilização de arsênio mais de 200 anos depois do início da
mineração de ouro no Quadrilátero Ferrífero.
A concentração de arsênio na água dos córregos entre Ouro Preto e
Mariana está acima dos limites legais em todos os pontos analisados
por uma equipe da Universidade de Viçosa (UFV), conforme estudo
publicado na revista científica Environmental Monitoring Assessment
[1].
Os cientistas do Departamento de Química da UFV analisaram os
sedimentos e as águas dos córregos da região. A concentração de
arsênio na água variou entre 36,7 e 68,3 μg L⁻¹. A concentração de
arsênio em todos os pontos amostrados está aumentada de 3,67 a 6,83
vezes o limite máximo permitido pela legislação brasileira para água
destinada ao consumo humano, que é de 10 μg L⁻¹.
mineração de ouro no Quadrilátero Ferrífero.
A concentração de arsênio na água dos córregos entre Ouro Preto e
Mariana está acima dos limites legais em todos os pontos analisados
por uma equipe da Universidade de Viçosa (UFV), conforme estudo
publicado na revista científica Environmental Monitoring Assessment
[1].
Os cientistas do Departamento de Química da UFV analisaram os
sedimentos e as águas dos córregos da região. A concentração de
arsênio na água variou entre 36,7 e 68,3 μg L⁻¹. A concentração de
arsênio em todos os pontos amostrados está aumentada de 3,67 a 6,83
vezes o limite máximo permitido pela legislação brasileira para água
destinada ao consumo humano, que é de 10 μg L⁻¹.
domingo, 12 de dezembro de 2010
DNPM analisa normas brasileiras de segurança da atividade mineradora
DNPM analisa normas brasileiras de segurança da atividade mineradora
Brasília, 9 dezembro de 2010
Atento às declarações do Ministro de Minas e Energia que, referentes ao
episódio ocorrido no Chile em que mineiros ficaram aprisionados no interior
de uma mina subterrânea, ordenou a revisão da normas brasileiras de
segurança da atividade mineradora, o Procurador de Justiça Serrano Neves
encaminhou uma mensagem de solicitação ao Ministro.
Na mensagem, Serrano Neves solicita que as análises alcancem o entorno, ou
externalidade, das áreas de mineração a céu aberto no tocante à dispersão
aérea e hídrica de poluentes ou cargas nocivas, em especial arsênio e outros
metais pesados, e que atingem sistemas socioambientais com alto prognóstico
de dano, como já ocorreu no Quadrilátero Ferrífero em Minas Gerais e ocorre
em Paracatu, a 200 km de Brasília, com a dispersão do arsênio.
Os danos sistêmicos na externalidade são epidêmicos e podem atingir milhares
de pessoas, não sendo, portanto, menos importantes do que os danos
localizados em minas subterrâneas que atingem algumas centenas, informou
Serrano Neves na mensagem enviada ao Ministro.
A mensagem foi encaminhada à Diretoria de Fiscalização da Atividade
Minerária do DNPM-Departamento Nacional de Produção Mineral na pessoa do seu
diretor, Walter Lins Arcoverde para análise, informou hoje o geólogo Paulo
Ribeiro de Santana, ouvidor do órgão.
Fonte: DNPM
Brasília, 9 dezembro de 2010
Atento às declarações do Ministro de Minas e Energia que, referentes ao
episódio ocorrido no Chile em que mineiros ficaram aprisionados no interior
de uma mina subterrânea, ordenou a revisão da normas brasileiras de
segurança da atividade mineradora, o Procurador de Justiça Serrano Neves
encaminhou uma mensagem de solicitação ao Ministro.
Na mensagem, Serrano Neves solicita que as análises alcancem o entorno, ou
externalidade, das áreas de mineração a céu aberto no tocante à dispersão
aérea e hídrica de poluentes ou cargas nocivas, em especial arsênio e outros
metais pesados, e que atingem sistemas socioambientais com alto prognóstico
de dano, como já ocorreu no Quadrilátero Ferrífero em Minas Gerais e ocorre
em Paracatu, a 200 km de Brasília, com a dispersão do arsênio.
Os danos sistêmicos na externalidade são epidêmicos e podem atingir milhares
de pessoas, não sendo, portanto, menos importantes do que os danos
localizados em minas subterrâneas que atingem algumas centenas, informou
Serrano Neves na mensagem enviada ao Ministro.
A mensagem foi encaminhada à Diretoria de Fiscalização da Atividade
Minerária do DNPM-Departamento Nacional de Produção Mineral na pessoa do seu
diretor, Walter Lins Arcoverde para análise, informou hoje o geólogo Paulo
Ribeiro de Santana, ouvidor do órgão.
Fonte: DNPM
Assinar:
Postagens (Atom)
