Não! Paracatu fica em Minas Gerais, Brasil, mas os aproveitadores são globalizados.
Aprueban proyecto minero que afecta acuífero Pucamarca
http://www.noalamina.org/latinoamerica/peru/aprueban-proyecto-minero-que-afecta-acuifero-pucamarca
Latinoamérica - Perú
LUNES 07 DE SEPTIEMBRE DE 2009 12:24
Irritativa, dolosa e irregular visado del proyecto de Minsur S.A. La comunidad de Tacna lo había rechazado porque la consultora ambientalista canadiense, mintió y al verse descubierto, en forma prepotente quiso que se acepte su estudio de impacto ambiental, y en horas de la madrugada del día 02 de setiembre el pueblo, todavía sano y sin compromiso con las autoridades corruptas, le dijo no a Minsur.
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Actualmente las organizaciones sociales están sometidas a los gobernantes regionales y municipales, por bolsas de trabajo, cupos de trabajo, etc. de como aprovechar los dineros del falso y maldito canon minero que ha corrompido a las autoridades y dirigentes sociales y politiqueros que ahora con sus peroratas y berborreas pretenden engañar otra vez al pueblo de Tacna.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
ACREDITE OU NÃO ACREDITE
Veja o Governador de Minas Gerais assumindo publicamente compromisso ambiental.
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
O pó da herança da Kinross
O pó da herança da Kinross
Por Sergio U. Dani
Na Wikipédia está escrito: “O arsênio tornou-se a arma de assassinato
favorita na Idade Média e Ranascença, particularmente entre as classes
dominantes na Itália, especialmente os Borgias. Como os sintomas do
envenenamento agudo por arsênio são semelhantes aos da cólera, que era
comum naquele tempo, quase ninguém detectava o envenenamento por
arsênio. Por volta do século 19, o arsênio adquiriu a alcunha de “pó
da herança”, talvez porque sabia-se ou suspeitava-se que os herdeiros
impacientes usavam o arsênio para assegurar ou acelerar suas heranças”
[1].
A mineradora canadense RPM/Kinross Gold Corporation também está
impaciente por colocar suas garras sobre a cidade de Paracatu, que lhe
cabe por direito de herança. O DNPM, órgão responsável pela concessão
de lavra mineral no Brasil, concedeu o direito de lavra de ouro para a
Kinross em todo o território da cidade de Paracatu.
Para pôr logo as mãos na sua herança, a impaciente Kinross está
tratando de envenenar os 90 mil habitantes da cidade, com a valiosa
ajuda de um punhado de autoridades governamentais brasileiras. A
poeira da lavra de ouro a céu aberto na cidade lança arsênio sobre a
população. Diariamente, a população em sua maioria pobre é forçada a
respirar uma dose de arsênio 10 vezes acima dos valores considerados
seguros pela OMS.
Como que visando garantir um genocídio mais eficiente e rápido, a
Kinross agora planeja envenenar os mananciais de abastecimento público
de água da cidade. Sexta-feira, dia 21 de agosto de 2009, um punhado
de pessoas simpatizantes da Kinross concedeu a permissão para que a
Kinross deposite 1 milhão de toneladas de arsênio inorgânico no Vale
do Machadinho, que faz parte do sistema de abastecimento público de
água de Paracatu.
No Brasil-feudal da era Lula e Aécio Neves, os direitos de herança de
uma classe assassina são garantidos pelo pó da herança.
Fontes:
. Wikipedia, disponível em http://en.wikipedia.org/wiki/Arsenicosis
. Arsênio na poeira de Paracatu: dados assustadores da própria
RPM/Kinross, disponível em
http://alertaparacatu.blogspot.com/2009/07/arsenio-na-poeira-de-paracatu-dados.html
Por Sergio U. Dani
Na Wikipédia está escrito: “O arsênio tornou-se a arma de assassinato
favorita na Idade Média e Ranascença, particularmente entre as classes
dominantes na Itália, especialmente os Borgias. Como os sintomas do
envenenamento agudo por arsênio são semelhantes aos da cólera, que era
comum naquele tempo, quase ninguém detectava o envenenamento por
arsênio. Por volta do século 19, o arsênio adquiriu a alcunha de “pó
da herança”, talvez porque sabia-se ou suspeitava-se que os herdeiros
impacientes usavam o arsênio para assegurar ou acelerar suas heranças”
[1].
A mineradora canadense RPM/Kinross Gold Corporation também está
impaciente por colocar suas garras sobre a cidade de Paracatu, que lhe
cabe por direito de herança. O DNPM, órgão responsável pela concessão
de lavra mineral no Brasil, concedeu o direito de lavra de ouro para a
Kinross em todo o território da cidade de Paracatu.
Para pôr logo as mãos na sua herança, a impaciente Kinross está
tratando de envenenar os 90 mil habitantes da cidade, com a valiosa
ajuda de um punhado de autoridades governamentais brasileiras. A
poeira da lavra de ouro a céu aberto na cidade lança arsênio sobre a
população. Diariamente, a população em sua maioria pobre é forçada a
respirar uma dose de arsênio 10 vezes acima dos valores considerados
seguros pela OMS.
Como que visando garantir um genocídio mais eficiente e rápido, a
Kinross agora planeja envenenar os mananciais de abastecimento público
de água da cidade. Sexta-feira, dia 21 de agosto de 2009, um punhado
de pessoas simpatizantes da Kinross concedeu a permissão para que a
Kinross deposite 1 milhão de toneladas de arsênio inorgânico no Vale
do Machadinho, que faz parte do sistema de abastecimento público de
água de Paracatu.
No Brasil-feudal da era Lula e Aécio Neves, os direitos de herança de
uma classe assassina são garantidos pelo pó da herança.
Fontes:
. Wikipedia, disponível em http://en.wikipedia.org/wiki/Arsenicosis
. Arsênio na poeira de Paracatu: dados assustadores da própria
RPM/Kinross, disponível em
http://alertaparacatu.blogspot.com/2009/07/arsenio-na-poeira-de-paracatu-dados.html
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Arsênio, um assunto global: Paracatu e o mundo num corredor da morte
Arsênio, um assunto global: Paracatu e o mundo num corredor da morte
Quem se importa com a América Latina – uma parte do nosso planeta – e
quem se importa com a população de Paracatu – uma parte da humanidade?
Solicita-se atenção e ação imediatas do mundo todo. Ninguém pode ficar
indiferente.
Sergio U. Dani (*)
Um genocidio está para acontecer em Paracatu, uma cidade da América
Latina, no Brasil. Com a licença obtida na última sexta-feira, 21 de
agosto, a canadense Kinross Gold Corporation está preparada para
liberar um milhão de toneladas de arsênio – o “rei dos venenos” – a
céu aberto e nos solos e cursos d’água que sustentam uma população de
90.000 pessoas. Um punhado de autoridades brasileiras coniventes apóia
esse genocídio, confiante na ausência de resistência de uma população
carente e desamparada.
A mineração de ouro é a atividade que mais libera arsênio para o
ambiente, pois os depósitos de ouro estão intimamente associados à
arsenopirita, o principal mineral de arsênio [1].
O lago que será formado para receber os rejeitos tóxicos resultantes
das atividades da Kinross em Paracatu nos próximos 30 anos deverá
armazenar algo em torno de 1,2 milhões de arsênio inorgânico [2].
A quantidade de arsênio inorgânico desta única mina de ouro equivale a
25% do total acumulado em toda a era industrial até o ano de 2000 [3];
é uma quantidade suficiente para causar doenças e matar 10 vezes a
população de 7 bilhões de seres humanos do planeta Terra [4].
Por mais incrível que possa parecer, todo esse arsênio será liberado
em cima da única fonte de água potável que abastece a população de
uma cidade de 90.000 habitantes, preparando o cenário para um
verdadeiro genocídio [5,6].
A volatilização do arsênio a partir de Paracatu inexoravelmente
contribuirá para o aumento da carga global de arsênio [7-10].
O assunto mineração em Paracatu transcende fronteiras nacionais, pois
configura inacreditável abuso e crime contra a humanidade, contra o
planeta , na contramão do pensamento sistêmico (Gramsci, Fritjof
Capra e outros) e quando constata-se que vivenciamos uma era de
redução e ameaça aos recursos naturais. E perguntamos, para que
servirá o ouro num mundo não mais sustentável?
A OMS foi alertada sobre esse genocídio em escala global, causado por
uma contaminação ambiental deliberada. Solicitamos providências junto
à OMS e outras instituições mundiais para para evitar esse genocídio e
a contaminação ambiental.
Acreditamos firmemente que cada um de nós tem a sua parcela de
responsabilidade na perpetração de tais crimes. Cada um de nós, dia
após dia, ano após ano, ao tolerar conviver com tais crimes, vendo que
estão sendo cometidos a nada fazendo para impedi-los.
Ninguém pode ficar indiferente. Estamos falando da nossa casa, do
nosso planeta, da sobrevivência da nossa humanidade..
(*) S. Dani é médico e doutor em medicina, escrevendo de Göttingen,
Alemanha. 25 de agosto de 2009.
Referências:
[1] Hurlbut, C. S. & Klein, C. Manual of Mineralogy, 20th ed. (1985).
[2] Henderson, R. D. Paracatu Mine Technical Report, Kinross Gold
Corporation, July 31, 2006, disponível em:
http://www.kinross.com/operations/pdf/Technical-Report-Paracatu.pdf,
acessado em 2009.
[3] Han, F. X. et al. Assessment of global industrial-age
anthropogenic arsenic contamination. Naturwissenschaften 90:395-401
(2003).
[4] Arena, J. M. & Drew, R. H., Eds. Poisoning. Fifth edition. Charles
C Thomas, Springfield, 1,128 pp. (1986).
[5] Polizzotto, M. L., Kocar, B. D., Benner, S. G., Sampson, M. &
Fendorf, S. Near-surface wetland sediments as a source of arsenic
release to ground water in Asia. Nature 454:505-8 (2008).
[6] Smith, A. H., Steinmaus, C., Yuan, Y., Liaw, J. & Hira-Smith, M.
M. High concentrations of arsenic in drinking water result in the
highest known increases in mortality attributable to any environmental
exposure, Proceedings of a Symposium: Arsenic – The Geography of a
Global Problem, Royal Geographical Society: Arsenic Conference, 29th
August 2007, apresentação disponível em:
www.geog.cam.ac.uk/research/projects/arsenic/symposium, accessed 2009.
[7] Tamaki, S. & Frankenberger, W. T. Jr. Environmental biochemistry
of arsenic. Rev. Environ. Cont. Toxicol. 124:79-110 (1992).
[8] Baker-Austin, C. et al. Extreme arsenic resistance by the
acidophilic archaeon 'Ferroplasma acidarmanus' Fer1. Extremophiles
11:425-34 (2007)
[9] Cernansky, S., Kolencík, M., Sevc, J., Urík, M. & Hiller, E.
Fungal volatilization of trivalent and pentavalent arsenic under
laboratory conditions. Bioresour. Technol. 100:1037-40 (2009).
[10] Qin, J. et al. Biotransformation of arsenic by a Yellowstone
thermoacidophilic eukaryotic alga. Proc. Natl. Acad. Sci. USA
106:5213-7 (2009).
Quem se importa com a América Latina – uma parte do nosso planeta – e
quem se importa com a população de Paracatu – uma parte da humanidade?
Solicita-se atenção e ação imediatas do mundo todo. Ninguém pode ficar
indiferente.
Sergio U. Dani (*)
Um genocidio está para acontecer em Paracatu, uma cidade da América
Latina, no Brasil. Com a licença obtida na última sexta-feira, 21 de
agosto, a canadense Kinross Gold Corporation está preparada para
liberar um milhão de toneladas de arsênio – o “rei dos venenos” – a
céu aberto e nos solos e cursos d’água que sustentam uma população de
90.000 pessoas. Um punhado de autoridades brasileiras coniventes apóia
esse genocídio, confiante na ausência de resistência de uma população
carente e desamparada.
A mineração de ouro é a atividade que mais libera arsênio para o
ambiente, pois os depósitos de ouro estão intimamente associados à
arsenopirita, o principal mineral de arsênio [1].
O lago que será formado para receber os rejeitos tóxicos resultantes
das atividades da Kinross em Paracatu nos próximos 30 anos deverá
armazenar algo em torno de 1,2 milhões de arsênio inorgânico [2].
A quantidade de arsênio inorgânico desta única mina de ouro equivale a
25% do total acumulado em toda a era industrial até o ano de 2000 [3];
é uma quantidade suficiente para causar doenças e matar 10 vezes a
população de 7 bilhões de seres humanos do planeta Terra [4].
Por mais incrível que possa parecer, todo esse arsênio será liberado
em cima da única fonte de água potável que abastece a população de
uma cidade de 90.000 habitantes, preparando o cenário para um
verdadeiro genocídio [5,6].
A volatilização do arsênio a partir de Paracatu inexoravelmente
contribuirá para o aumento da carga global de arsênio [7-10].
O assunto mineração em Paracatu transcende fronteiras nacionais, pois
configura inacreditável abuso e crime contra a humanidade, contra o
planeta , na contramão do pensamento sistêmico (Gramsci, Fritjof
Capra e outros) e quando constata-se que vivenciamos uma era de
redução e ameaça aos recursos naturais. E perguntamos, para que
servirá o ouro num mundo não mais sustentável?
A OMS foi alertada sobre esse genocídio em escala global, causado por
uma contaminação ambiental deliberada. Solicitamos providências junto
à OMS e outras instituições mundiais para para evitar esse genocídio e
a contaminação ambiental.
Acreditamos firmemente que cada um de nós tem a sua parcela de
responsabilidade na perpetração de tais crimes. Cada um de nós, dia
após dia, ano após ano, ao tolerar conviver com tais crimes, vendo que
estão sendo cometidos a nada fazendo para impedi-los.
Ninguém pode ficar indiferente. Estamos falando da nossa casa, do
nosso planeta, da sobrevivência da nossa humanidade..
(*) S. Dani é médico e doutor em medicina, escrevendo de Göttingen,
Alemanha. 25 de agosto de 2009.
Referências:
[1] Hurlbut, C. S. & Klein, C. Manual of Mineralogy, 20th ed. (1985).
[2] Henderson, R. D. Paracatu Mine Technical Report, Kinross Gold
Corporation, July 31, 2006, disponível em:
http://www.kinross.com/operations/pdf/Technical-Report-Paracatu.pdf,
acessado em 2009.
[3] Han, F. X. et al. Assessment of global industrial-age
anthropogenic arsenic contamination. Naturwissenschaften 90:395-401
(2003).
[4] Arena, J. M. & Drew, R. H., Eds. Poisoning. Fifth edition. Charles
C Thomas, Springfield, 1,128 pp. (1986).
[5] Polizzotto, M. L., Kocar, B. D., Benner, S. G., Sampson, M. &
Fendorf, S. Near-surface wetland sediments as a source of arsenic
release to ground water in Asia. Nature 454:505-8 (2008).
[6] Smith, A. H., Steinmaus, C., Yuan, Y., Liaw, J. & Hira-Smith, M.
M. High concentrations of arsenic in drinking water result in the
highest known increases in mortality attributable to any environmental
exposure, Proceedings of a Symposium: Arsenic – The Geography of a
Global Problem, Royal Geographical Society: Arsenic Conference, 29th
August 2007, apresentação disponível em:
www.geog.cam.ac.uk/research/projects/arsenic/symposium, accessed 2009.
[7] Tamaki, S. & Frankenberger, W. T. Jr. Environmental biochemistry
of arsenic. Rev. Environ. Cont. Toxicol. 124:79-110 (1992).
[8] Baker-Austin, C. et al. Extreme arsenic resistance by the
acidophilic archaeon 'Ferroplasma acidarmanus' Fer1. Extremophiles
11:425-34 (2007)
[9] Cernansky, S., Kolencík, M., Sevc, J., Urík, M. & Hiller, E.
Fungal volatilization of trivalent and pentavalent arsenic under
laboratory conditions. Bioresour. Technol. 100:1037-40 (2009).
[10] Qin, J. et al. Biotransformation of arsenic by a Yellowstone
thermoacidophilic eukaryotic alga. Proc. Natl. Acad. Sci. USA
106:5213-7 (2009).
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