quinta-feira, 21 de junho de 2012

MENTIRA, POLUIÇÃO E MORTE


No Canadá, Kinross é processada em 3,5 bilhões de dólares por mentir.

No Brasil, empresa polui e mata impunemente.

Investidores canadenses estão reinvidicando na justiça nada menos que $3,5 bilhões de dólares em danos contra a Kinross Gold Corp (TSX: K) e alguns de seus diretores por supostamente fazer afirmações enganosas sobre um projeto de mineração de ouro na África Ocidental.


As informações enganosas dizem respeito à mina de ouro de Tasiast, na Mauritânia que resultaram numa queda de 22% do preço das ações da empresa, de 13,20 dólares por ação em 16 de janeiro de 2012, para 10,39 dólares, um dia depois.

A ação coletiva foi movida semana passada pelo escritório de advocacia Merchant Law Group LLP na Suprema Corte de British Columbia, Canadá. A aplicação está sendo feita por Curtis Hamilton de Penticton, em nome de todos os investidores que compraram partes da Kinross entre 16 de fevereiro de 2011 e 16 de janeiro de 2012.

Em 2010, a Kinross adquiriu a mina de Tasiast por $7,1 bilhões do grupo Red Back Mining Inc.

De acordo com o pedido da ação de classe na justiça canadense, a Kinross emitiu um comunicado em 16 de janeiro de 2012 que, entre outras coisas, revelou resultados de perfuração que apresentaram maiores quantidades de minérios de baixo grau. Segundo as alegações do demandante, essas informações eram contrárias às afirmações anteriores de que os teores de ouro eram "maiores do que o esperado."

Hamilton também afirma que a empresa entrou com demonstrações financeiras e controles internos de divulgação "materialmente falsos e enganadores" e destinados a aumentar o valor das suas ações.

Em fevereiro deste ano, a Kinross anunciou uma perda líquida de US $2 bilhões.

Enquanto isso, em Paracatu-MG, Brasil, a Kinross libera centenas de milhares de toneladas de arsênio tóxico para o ambiente, mas somos nós, brasileiros afetados que pagamos pelos crimes de geocídio e genocídio com nossa saúde e nossa vida.

Desde 2009, uma Ação Civil Pública movida contra a Kinross pela Fundação Acangau se arrasta sem solução na Corte de Paracatu. Não foi por falta de espaço, conforto e dinheiro para os juízes e promotores públicos trabalharem. A Kinross doou material e serviços para a reforma do prédio do fórum da cidade, e faz outros "pagamentos facilitadores" para autoridades públicas nos países onde ela atua.

http://www.biv.com/article/20120618/BIV0107/120619960/class-action-suit-launched-against-kinross-gold