quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Exame da Proteste detecta arsênio em quantidade acima da lei em peixes frescos vendidos em SP


Exame da Proteste detecta arsênio em quantidade acima da lei em peixes frescos vendidos em SP
Elaine Patricia Cruz - Agência Brasil27.02.2013 - 19h40 | Atualizado em 27.02.2013 - 20h00


Campanha incentiva o consumo de peixe no país















(Foto: bluguia_pablo/ Creative Commons)














São Paulo – Análises feitas pela Proteste Associação de Consumidores encontraram arsênio em peixes frescos vendidos em São Paulo. Segundo a associação, 72,5% das amostras de peixes apresentavam a substância em quantidade superior ao limite estabelecido por lei. A preocupação da Proteste é que a presença do metal em alimentos pode ser relacionada a problemas renais, hepáticos e no sistema nervoso.
Os peixes analisados, segundo a Proteste, foram atum, corvina, pintado e sardinha. A compra dos peixes foi feita em novembro de 2012 em 16 estabelecimentos comerciais de São Paulo. Eles foram levados para um laboratório a fim de detectar a presença de metais, tais como cádmio, chumbo, mercúrio e arsênio, que podem ser absorvidos em águas contaminadas.
Nos resultados das análises laboratoriais não foram encontrados vestígios de cádmio ou de chumbo. No caso do mercúrio, 58% das amostras continham a substância, mas em quantidade inferior ao estabelecido pela lei. O arsênio foi encontrada em quantidade acima do permitido nos atuns e sardinhas de todos os 16 pontos de venda analisados. Somente o pintado não apresentou contaminação por arsênio e outros metais. Na corvina, 90% das amostras continham mercúrio em quantidade acima da lei.
Apesar da quantidade de arsênio estar acima do permitido, a Proteste não sabe determinar, com certeza, se isso é realmente perigoso. Segundo a associação, ainda não há no país laboratórios privados que prestem o serviço de análise para diferenciar se o arsênio é orgânico ou inorgânico (mais perigoso). As análises que foram feitas, de acordo com a Proteste, detectaram apenas a quantidade total de arsênio, sem diferenciá-lo.
O resultado da análise foi encaminhada esta semana para o Ministério da Agricultura, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Coordenação de Vigilância de Saúde de São Paulo e a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo. Além do resultado, a Proteste encaminhou uma reivindicação solicitando que sejam disponibilizados laboratórios privados que façam a diferenciação entre os tipos de arsênio. A entidade também cobrou um monitoramento constante do pescado nacional a fim de garantir um produto de qualidade para o consumidor.

Edição: Aécio Amado
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