terça-feira, 22 de abril de 2008

ANÁLISES FÍSICO-QUÍMICAS

ANÁLISES FÍSICO-QUÍMICAS

ANÁLISES FÍSICO-QUÍMICAS E POTABILIDADE DA ÁGUA EM PROPRIEDADE A JUSANTE DA BARRAGEM DE REJEITOS DA RMP/KINROSS – REALIZADAS EM 07 DE JANEIRO DE 2008.

LABORATÓRIO LICENCIADO NO SISEMA(FEAM/COPAM) E REGISTRADO NA REDE MINEIRA DE LABORATÓRIOS DE METROLOGIA E ENSAIOS NA 310.

* (A IDENTIFICAÇÃO DO LABORATÓRIO E DA PROPRIEDADE SERÁ FORNECIDA MEDIANTE REQUISIÇÃO DE AUTORIDADE COMPETENTE.)

Data da coleta: 15/10/2001

Parâmetros

Unidade

Poço

Observações

pH

-

6,29

Amônia

mg/l

0,0

Cianeto

mg/l

0,004

*

Cobre

mg/l

0,72

*

Chumbo

mg/l

0,1

*

Avaliação: água imprópria para consumo humano.

* Observações: já em 2001 estas análises revelavam contaminação da água do subsolo a jusante da barragem de rejeitos da RPM-Kinross por cianeto, cobre e chumbo.

TABELA 1 - ANÁLISES FÍSICO-QUÍMICAS

PARÂMETRO

Unidade

BREJO

REPRESA

VMP

OBS

Amônia

mg/l

0,5

0,5

0,02

1

Arsênio

mg/l

<0,01

<0,01

0,01

2

Cádmio

mg/l

0,11

0,35

0,005

3

Chumbo

mg/l

O,09

0,52

0,03

4

Cianeto

-

-

-

-

5

Mercúrio

mg/l

0,1

0,30

0,0002

6

Oxigênio Dissolvido

mg/l

3,9

3,5

Não inferior a 6,0

7

pH

-

6,87

7,10

6,0 a 9,5

8

1 – AMÔNIA: concentração 25 vezes maiores do que o máximo permitido, sugerindo fonte industrial com possível decomposição do cianeto.

2 – ARSÊNIO: 0,01 corresponde a 10 ppb (partes por bilhão). O nível de sensibilidade desta análise não permitiu constatar concentração segura do arsênio que, segundo evidências científicas mais atuais, deveria situar-se abaixo de 5 ppb. Em alguns países fala-se, inclusive, em 2 ppb como nível de segurança para exposição crônica ao arsênio na água potável.

3 – CADMIO: brejo com concentração 110 vezes maior do que o permitido; represa: concentração 350 vezes maior do que o permitido.

4 – CHUMBO: brejo com concentração 3 vezes maior do que o permitido; represa com concentração 17 vezes maior do que o permitido.

5 – CIANETO: não analisado.

6 – MERCÚRIO: brejo concentração 500 vezes maior do que o permitido; represa concentração 1.500 vezes maior do que o permitido, sugerindo disponibilização industrial de antigos resíduos de garimpo de ouro com uso de mercúrio.

7 – OXIGÊNIO: muito menos oxigênio do que o recomendado para a manutenção de uma vida aquática equilibrada.

8 – O pH está dentro dos limites aceitáveis.

TABELA 2 - ANÁLISE DE POTABILIDADE

PARÂMETRO

Unidade

POÇO

VMP

OBS

Amônia

mg/l

<0,5

1,5

9

Arsênio

mg/l

<>

0,01

10

Cádmio

mg/l

0,12

0,005

11

Chumbo

mg/l

0,08

0,01

12

Cianeto

-

-

-

13

Mercúrio

mg/l

0,1

0,001

14

Oxigênio Dissolvido

mg/l

4,2

-

15

pH

-

4,48

6,0 a 9,5

16

9 – AMÔNIA: concentração dentro dos padrões afasta hipótese de contaminação doméstica.

10 - ARSÊNIO: 0,01 corresponde a 10 ppb (partes por bilhão). O nível de sensibilidade desta análise não permitiu constatar concentração segura do arsênio que, segundo evidências científicas mais atuais, deveria situar-se abaixo de 5 ppb. Em alguns países fala-se, inclusive, em 2 ppb como nível de segurança para exposição crônica ao arsênio na água potável.

11 - CADMIO: concentração 24 vezes maior do que o permitido.

12 - CHUMBO: concentração 8 vezes maior do que o permitido.

13 - CIANETO: não analisado.

14 - MERCÚRIO: concentração 100 vezes maior do que o permitido.

15 – OXÍGÊNIO: dentro do padrões.

16 - O pH está muito abaixo dos valores recomendados. Esta elevada acidez sugere drenagem ácida. Apesar do pH da represa estar dentro da normalidade (ver tabela 1), a água drenada para o poço está ácida.

* AVALIAÇÃO: ÁGUA FORA DOS PADRÕES DE ACEITAÇÃO PARA CONSUMO HUMANO, CONFORME PORTARIA 0518 – SVS/MS