sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Arsênio no solo causa mais de 5 mil casos de cancer de pulmão por ano nos Estados Unidos

Analisando os níveis de arsênio (As3+) nos solos e os dados dos registros de cancer e estatísticas, um estudo recente revelou uma correlação entre os niveis de As3+ no sedimento e cancer de pulmão, e concluiu que solo contendo As3+ contribui com mais de 5 mil casos de cancer de pulmão por ano nos EUA [1].

By analyzing arsenic (As3+) levels in soils and the data of cancer registries and statistics, recent studies by Putila and Guo revealed a correlation between the sediment levels of As3+ and human lung cancer, and concluded that soil As3+ contributes to more than 5,000 lung cancer cases annually in the US [1].

Referencia/reference:
[1] Putila JJ and Guo NL. Association of arsenic exposure with lung cancer incidence rates in the United States. PLoS One. 2011; 6(10):e25886.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Apóie a campanha ‘SOS APE DE PARACATU’

‘SOS APE DE PARACATU’ é a campanha de apoio à desocupação da Fazenda Paiol, localizada no centro da APE-Área de Proteção Especial de Paracatu-MG [1].

A Fazenda Paiol foi invadida, em 2011, por um grupo de pessoas ligadas ao partido político PSOL e ao MTTL-Movimento Terra, Trabalho e Liberdade.

Também participam da invasão ex-funcionários de órgãos públicos, como DER-Departamento de Estradas de Rodagem de MG e Polícia Civil.

A Fazenda Paiol pertence ao Espólio do médico paracatuense Francisco Timoteo Lisboa, assassinado em 2002.

Em 25 de julho de 2014, o Juiz de Direito da Vara Agrária de Minas Gerais, Dr. Octávio de Almeida Neves determinou a desocupação da Fazenda Paiol [2].


Por que é importante apoiar?

1. A invasão e ocupação da Fazenda Paiol são atos criminosos que constituem um atentado contra o Estado Democrático de Direito;

2. A Fazenda Paiol está localizada no centro geográfico da APE-Área de Proteção Especial de Paracatu-MG, na face oeste da Serra da Anta;

3. A água de beber, cozinhar, lavar e refrescar vem da APE. O Córrego do Paiol é o principal afluente do Ribeirão Santa Isabel, cujas águas abastecem os 80 mil habitantes da cidade de Paracatu-MG;

4. A sêca que assola a região sudeste do Brasil, com graves efeitos em São Paulo, também afeta os mananciais da APE. Se o Ribeirão Santa Isabel ainda não secou de vez, deve-se dar graças ao esforço de um grupo de conservadores ambientais da APE de Paracatu, a Associação dos Produtores de Água do Acangau (APACAN), à qual pertence o Espólio do médico paracatuense Francisco Timoteo Lisboa, proprietário da Fazenda Paiol. Em Paracatu, a mineradora transnacional canadense Kinross Gold Corporation já destruiu os antigos mananciais de abastecimento da cidade [3]. A destruição e a poluição dos mananciais agravam os efeitos da seca. Trechos do Rio Paracatu e do Rio São Francisco secaram. Graças ao trabalho de conservação ambiental da APACAN, os mananciais da APE seguem sendo as principais fontes de abastecimento público da cidade de Paracatu e precisam ser protegidos;

5. A APE de Paracatu é um dos maiores mosaicos de Unidades de Conservação (UC’s) do Estado de Minas Gerais. As UC’s são áreas importantes para a conservação da biodiversidade e a prestação de serviços ambientais, ecológicos, educacionais e econômicos, como a produção de água, o controle biológico de pragas, a pesquisa científica e tecnológica. Dentro da APE de Paracatu encontram-se a Reserva Particular de Patrimônio Natural do Acangau (criada em 1991) e o Parque Estadual de Paracatu (criado em 2011).

6. A invasão e ocupação da Fazenda Paiol prejudicam as atividades de conservação da natureza, a pesquisa científica e o desenvolvimento tecnológico e colocam em risco o fornecimento de água para os 80 mil habitantes da cidade de Paracatu;

7. A ocupação da APE com centenas de barracas de lona, o trânsito de carros, caminhões e motos levando e trazendo pessoas forasteiras e cães, a lavagem de veículos no Córrego do Paiol, a dilapidação do patrimônio natural e coletivo, o acúmulo de dejetos humanos e lixo, a depredação da flora e fauna nativas, a provocação de incêndios florestais criminosos, a matança e roubo de animais domésticos dos produtores rurais tradicionais da região, a transmissão de doenças infecto-contagiosas, a bandidagem, a extorsão, a exploração ilegal do trabalho e a especulação imobiliária são fatos já constatados nesta ocupação. Os invasores estão destruindo o frágil equilíbrio socioambiental da APE e literalmente sujando a preciosa caixa d’água da cidade de Paracatu;

8. A invasão e ocupação da Fazenda Paiol têm finalidade política e especulativa, em total desrespeito ao plano de ordenamento ambiental da APE e aos patrimônios natural, particular e coletivo. Uma verdadeira indústria da especulação imobiliária foi montada, com envolvimento de pessoas de diversos extratos sociais. A maioria dos invasores possui casa na cidade. Alguns dizem participar da ocupação da Fazenda Paiol 'por lazer'. Entretanto, disputas, extorsão e brigas entre os invasores também têm sido relatadas;

9. A invasão e ocupação da APE ferem direitos difusos fundamentais como o direito à água, à vida e ao ambiente ecologicamente equilibrado. É preciso entender que as safras de água, equilíbrio socioambiental e saúde dependem de nós;

10. A desocupação da Fazenda Paiol e a proteção da APE constituem um exercício da democracia direta.


Quem pode apoiar a campanha? Quem deve apoiar? Como apoiar?

Todo apoio é muito bem vindo!

- Os internautas podem manifestar seu apoio pelo Facebook;

- Os invasores da Fazenda Paiol devem colaborar, recolhendo os seus pertences e o lixo;

- A população, os médicos e as empresas de Paracatu podem apoiar, ajudando na desocupação com caminhões, lanches, atendimento médico, etc;

- A COPASA deve apoiar, pois ela capta a água da APE e a distribui na cidade de Paracatu;

- A transnacional canadense Kinross Gold Corporation deve apoiar, porque ela é a principal responsável pela destruição dos mananciais da face leste da Serra da Anta, do Córrego Rico e outros mananciais.


Quem já apóia a campanha?

- Apóiam automaticamente a campanha: a Prefeitura Municipal de Paracatu, a Polícia Militar e o Ministério Público, por força da decisão judicial;

- O comando e coordenação da desocupação está a cargo da Polícia Militar de Minas Gerais;

- Os produtores de água do Acangau (APACAN), inclusive o Espólio de Francisco Timóteo Lisboa e a Fundação Acangau já estão participando, dando apoio local;

- O jornal O Movimento, o jornal O Lábaro e o jornal eletrônico www.alertaparacatu.blogspot.com apóiam com a divulgação dos assuntos relacionados à conservação da APE de Paracatu;


Saiba mais:

Invasão da Área de Proteção Especial de Paracatu põe em risco o frágil equilíbrio socioambiental, o abastecimento de água e a saúde coletiva

Juiz determina desocupação da Fazenda Paiol

Ribeirão Santa Isabel está secando



Referências e notas:
 
[1] A APE-Área de Proteção Ambiental de Paracatu corresponde à microbacia do Ribeirão Santa Isabel, que encerra os mananciais hídricos de abastecimento público da cidade de Paracatu. A APE de Paracatu foi criada pelo decreto estadual 29.587, de 1989. A APE de Paracatu engloba cerca de 25 mil hectares onde encontram-se cerca de 190 propriedades rurais, incluindo duas RPPNs-Reservas Particulares do Patrimônio Natural (Reserva do Acangau, 2,5 mil hectares, criada pelas portarias IBAMA 147/92  e 146/92) e um Parque Estadual (Parque Estadual de Paracatu, 6,4 mil hectares, criado pelo decreto estadual nº 45.567, de 22 de março de 2011).

[2] ‘Processo no 0024.12.111626-3. SECRETARIA DA VARA AGRARIA DE MINAS GERAIS. COMARCA DE BELO HORIZONTE. EDITAL DE CITACAO. PRAZO: 20 DIAS. O Juiz de Direito da Vara Agraria de Minas Gerais, Dr. Octavio de Almeida Neves, na forma da Lei, etc, Faz saber a quantos o presente edital virem ou dele conhecimento tiverem que, perante este Juizo e Secretaria, processam-se os termos e atos da Acao de Reintegracao de Posse, processo no 2032030-28.2012.8.13.0024, que Espolio de Francisco Timoteo Lisboa move a Jose Pereira de Brito, vulgo Zequinha, bras., casado, lavrador, nascido em 12/08/1954, em Vazante/MG, filho de Sebastiao Magalhaes de Brito e Terutulina Pereira de Brito,; Joao Batista Braga, bras., casado, mestre de obras, nascido em 19/08/62, em Guimaranea/MG, filho de Antonio Camargo Braga; e Deodato Divino Machado, bras., casado, agricultor, filho de Eleodoro Antonio Machado e Lazara Ribeiro Machado, nascido em 09/08/54, em Ituiutaba/MG, do Movimento Terra Trabalho e Liberdade, tendo por objeto o imovel denominado Fazenda Paiol e Buriti do Bernardo, localizado no municipio de Paracatu/MG.’

[3] A mineradora transnacional canadense Kinross Gold Corporation é apontada como responsável pela degradação socioambiental de Paracatu. Em março de 2014, o jornal alemão DIE ZEIT publicou uma reportagem de duas páginas sobre o caso. Leia a tradução da reportagem:
http://www.alertaparacatu.blogspot.de/2014/03/publicada-na-alemanha-reportagem-sobre.html
http://www.alertaparacatu.blogspot.de/2014/03/o-tesouro-venenoso-de-paracatu.html 
http://www.alertaparacatu.blogspot.de/2014/03/o-tesouro-venenoso-de-paracatu-parte-i.html 
http://www.alertaparacatu.blogspot.de/2014/04/o-tesouro-venenoso-de-paracatu-parte-ii.html 
http://www.alertaparacatu.blogspot.de/2014/04/o-tesouro-venenoso-de-paracatu-parte-iii.html
http://www.alertaparacatu.blogspot.de/2014/05/o-tesouro-venonoso-de-paracatu-parte-iv.html

sábado, 20 de setembro de 2014

Incêndio criminoso na Reserva do Acangau

Paracatu, 19 de setembro de 2014 - Um incêndio de origem criminosa irrompeu às duas horas da tarde em parte da Reserva do Acangau, no município de Paracatu-MG. O incêndio foi provocado a partir de vários focos, em partes da reserva em torno da área administrativa da Fundação Acnagau onde nunca houve incêndios, desde que a área foi protegida por aceiros.

O incêndio foi intenso e pôde ser apenas parcialmente controlado pelos aceiros e pelos colaboradores da Fundação Acangau. Por sua localização em torno da área administrativa da Fundação Acangau, este incêndio representou um grave risco às instalações e ao pessoal.

Fontes locais suspeitam que o incêndio tenha sido provocado por invasores da Fazenda Paiol, uma área vizinha da Reserva do Acangau. O incêndio teria sido uma represália criminosa ao posicionamento do presidente da Fundação Acangau, o médico e cientista Dr. Sergio Ulhoa Dani, em dois artigos publicados em um blog da internet e dois jornais locais.

Nos artigos, o médico e cientista denuncia os invasores da Fazenda Paiol e informa a população sobre o processo judicial de desocupação da área. 

Em 25 de julho de 2014, o Juiz de Direito da Vara Agrária de Minas Gerais, Dr. Octávio de Almeida Neves determinou a desocupação da Fazenda Paiol, qualificando os invasores como criminosos.

Entre os criminosos, citam-se alguns indivíduos pertencentes ao MTTL e aos partidos políticos PSOL e PMDB. Estes estariam recebendo dinheiro de ocupantes da Fazenda Paiol e outras pessoas e cúmplices da cidade de Paracatu interessadas em um pedaço da fazenda.

Consta que, após a publicação dos artigos do Dr. Sergio U. Dani nos jornais locais e na internet, e dias antes do incêndio, alguns dos criminosos teriam feito ameaças veladas aos amigos e colaboradores da Fundação Acangau .

A Polícia Militar e os órgãos ambientais foram informados do incêndio criminoso na Reserva do Acangau. A Fundação Acangau está investigando a origem do fogo, suas causas e consequencias.

SAIBA MAIS:

Sobre a RPPN do Acangau:
A RPPN-Reserva Particular de Patrimônio Natural do Acangau foi criada em 1991 pelo IBAMA-Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis. Cientistas e pesquisadores de várias Universidades e Institutos de Pesquisa conduzem estudos na Reserva do Acangau. O Painel de Experts em Conservação do Estado de Minas Gerais considera a Reserva do Acangau uma área de alta relevância para a conservação da biodiversidade dos cerrados. A Reserva encontra-se dentro da APE-Área de Proteção Especial de Paracatu, uma área que encerra mananciais de abastecimento público da cidade de Paracatu. A Reserva do Acangau é vizinha do Parque Estadual de Paracatu. Juntas, estas duas Unidades de Conservação constituem um dos mais importantes mosaicos de conservação ambiental dos remanescentes dos cerrados nativos do Estado de Minas Gerais.

Sobre os incêndios florestais:
Os incêndios florestais são considerados sinistros “quase-naturais”, significando que eles não tem características completamente naturais, como vulcões, terremotos e tempestades tropicais. Os incêndios florestais podem causar perdas e danos extensos às propriedades e à vida humana, mas eles também têm vários efeitos benéficos em áreas de vegetação nativa. Algumas espécies de plantas dependem dos efeitos do fogo para seu crescimento e reprodução. Especialmente a vegetação dos cerrados é considerada por alguns cientistas uma “vegetação clímax de fogo” significando que sem o fogo, não pode haver cerrado, ou ele é substituído por outro tipo de vegetação. Entretanto, incêndios florestais muito intensos, frequentes ou em grandes extensões também têm efeitos ecológicos negativos. As principais causas naturais dos incêndios florestais são os raios, erupções vulcânicas, faíscas emitidas por rochas, e a combustão espontânea. Entre as causas humanas citam-se as fogueiras, descarte de cigarros acesos, faíscas provocadas por escapamento de automóveis ou projéteis de armas de fogo, balões e, principalmente, a ação criminosa dolosa (isto é, quando existe a intenção de provocar o incêndio). A estiagem prolongada, os ventos fortes e o tempo seco contribuem para o aumento das queimadas. Esse mês de setembro, os satélites já registraram mais de 17 mil focos de incêndio em todo o país, segundo dados do INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Diversas técnicas podem ser usadas para evitar, limitar ou combater os incêndios florestais, entre elas: a construção de aceiros, e a redução da massa de material inflamável, através do pastejo do gado, o manejo sustentado da vegetação, e o uso controlado do próprio fogo.

Leia também:
Invasão da Área de Proteção Especial de Paracatu põe em risco o frágil equilíbrio socioambiental, o abastecimento de água e a saúde coletiva  http://www.alertaparacatu.blogspot.de/2014/07/invasao-da-area-de-protecao-especial-de.html

Juiz determina desocupação da Fazenda Paiol

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Soterramento em mina mata um no interior de Minas Gerais - 10/09/2014 - Cotidiano - Folha de S.Paulo

Soterramento em mina mata um no interior de Minas Gerais - 10/09/2014 - Cotidiano - Folha de S.Paulo: "Soterramento em mina mata um no interior de Minas Gerais"

Uma pessoa morreu e outras duas estão soterradas após o rompimento de uma barragem numa mina em Itabirito (a 55 km de Belo Horizonte), na manhã desta quarta-feira (10).
O problema ocorreu em área da Herculano Mineração. Com o rompimento, um grande volume de rejeitos de minério e lama desceu e atingiu veículos da empresa –segundo os bombeiros de Ouro Preto, quatro caminhões e uma retroescavadeira.



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