28 de setembro de 2011
Poluição do ar mata gente nas cidades
Geneva – os habitantes das cidades que crescem rapidamente no Iran, Índia e Paquistão são especialmente ameaçados de morte pela poluição do ar. Segundo informações da Organização Mundial da Saúde (OMS), do mundo todo são essas as cidades que apresentam as piores cargas de poeira fina que se depositam nas vias aéreas. O ar mais limpo – também devido à baixa densidade populacional e condições favoráveis de vento
– está nas cidades do Canadá e Estados Unidos. Essas informações estão contidas na estatística sobre poluição do ar publicada em Geneva essa segunda-feira.
As partículas finas em suspensão no ar aumentam o risco de doenças agudas e crônicas das vias aéreas – como inflamações dos pulmões ou câncer de pulmão – e também os problemas cardiovasculares, informa a
OMS. Ao todo foram escolhidos dados de 110 cidades em 91 países, alguns são dados antigos. A poluição do ar medida foi aquela causada principalmente pelas partículas finas com dez micrômetros de diâmetro
(PM10) ou menos.
Segundo as estimativas da OMS, morrem anualmente mais de dois milhões de pessoas vítimas das consequencias da poluição do ar. Em 2008, ano-base da maioria das estatísticas publicadas, 1,3 milhões de mortes foram causadas pela poluição do ar nas cidades. Se as rigorosas regras da OMS para poluição do ar tivessem sido empregadas, quase 1,1 milhões de mortes teriam sido evitadas, escreve a Organisação.
Em Paracatu o ar é um dos mais poluídos do mundo. O ar dessa cidade de 85 mil habitantes a apenas 200 km da capital do Brasil está carregado de poeira tóxica lançada 24 horas por dia pela mineradora canadense Kinross Gold Corporation. A poeira de Paracatu contém o veneno arsênio que causa câncer, hipertensão, doença renal e diabetes, entre outras doenças.
Há muitos anos a OMS publicou as diretrizes para poluição do ar em cidades, que entretanto raramente são respeitadas. A recomendação situa-se no máximo de 20 partículas por metro cúbico na média anual. Em muitas cidades a concentração encontra-se em mais de 300 partículas. A composição química das partículas também influencia o valor recomendado. Assim, não existe dose segura para uma substância
cancerígena como o arsênio. Nesses casos, o valor recomendado por médicos e especialistas é próximo de zero partículas por metro cúbico de ar.
Os principais causadores da poluição do ar nas cidades são o tráfego urbano, as instalações industriais, a queima de biomassa e carvão para cozinhar e aquecer, e as usinas termoelétricas a carvão mineral.
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Dr.med. D.Sc. Sergio U. Dani
Heidelberg, Germany
Tel. +49 15-226-453-423
srgdani@gmail.com
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Universidade de Verão: energias para o futuro
Universidade de Verão: energias para o futuro
Por Sergio U. Dani, de Birkenfeld, Alemanha, em 15 de Setembro de 2011.
As perspectivas de suprimento de energia após Fukushima foram o tema central da primeira Universidade de Verão teuto-francesa e européia em direito energético e ambiental, relizada no Campus Ecológico (Umweltcampus) de Birkenfeld, Alemanha, entre 13 e 15 de setembro.
A Universidade de Verão representa uma atividade conjunta da Escola Técnica Superior de Trier (Fachhochschule Trier) representada pelo Prof. Dr. Tilman Cosack, e da Universidade de Paris-Ouest, liderada pelo Prof. Dr.Dr.h.c. Otmar Seul.
O encontro reuniu especialistas e estudantes oriundos de diversos países incluindo Alemanha, França, Brasil, Índia e Líbano. O programa científico incluiu conferências, debates e excursões guiadas ao campus de Birkenfeld, à usina central térmica à biomassa da OIE e ao complexo energético de Morbach/Hunsrück, onde são desenvolvidas as energias renováveis de origem solar, eólica e biodigestão.
Por Sergio U. Dani, de Birkenfeld, Alemanha, em 15 de Setembro de 2011.
As perspectivas de suprimento de energia após Fukushima foram o tema central da primeira Universidade de Verão teuto-francesa e européia em direito energético e ambiental, relizada no Campus Ecológico (Umweltcampus) de Birkenfeld, Alemanha, entre 13 e 15 de setembro.
A Universidade de Verão representa uma atividade conjunta da Escola Técnica Superior de Trier (Fachhochschule Trier) representada pelo Prof. Dr. Tilman Cosack, e da Universidade de Paris-Ouest, liderada pelo Prof. Dr.Dr.h.c. Otmar Seul.
O encontro reuniu especialistas e estudantes oriundos de diversos países incluindo Alemanha, França, Brasil, Índia e Líbano. O programa científico incluiu conferências, debates e excursões guiadas ao campus de Birkenfeld, à usina central térmica à biomassa da OIE e ao complexo energético de Morbach/Hunsrück, onde são desenvolvidas as energias renováveis de origem solar, eólica e biodigestão.
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Kinross devasta Paracatu, mas existe experança, onde não falta coragem
Kinross devasta Paracatu, mas existe experança, onde não falta coragem
Marcos Spagnuolo Souza
No ano de 2005, quando fizeram o “Seminário Municipal de Desenvolvimento Sustentável de Paracatu” a mineradora não representava o principal problema para a comunidade. As prioridades estavam relacionadas diretamente com a pecuária e agricultura que exigiam medidas de recuperação e conservação dos ecossistemas. Não resta dúvida que a mineração foi motivo de preocupação, mas os seus visíveis malefícios foram ocultados, como que pa ra poupar a mineradora e garantir suas vantagens econômicas.
A devastação e o genocídio nutridos pela mineradora Kinross Gold Corporation se agravaram a partir do momento em que iniciou o seu projeto de expansão. No ano de 2008 foi consolidado o projeto elevando a capacidade de produção da mina de ouro de cinco para quinze toneladas anuais de ouro, o triplo de sua produção anterior. O volume de minério lavrado passa de 17,2 milhões de toneladas por ano para uma capacidade de 61 milhões de toneladas ao ano. O projeto amplia também em mais de trinta anos o tempo de vida útil da mina, ao mesmo tempo em que reduz drasticamente a quantidade e a qualidade de vida dos habitantes de Paracatu e regioes vizinhas, agora e por séculos por vir.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
MORTE E VIDA MINERÁRIA
MORTE E VIDA MINERÁRIA
Serrano Neves
Morte e Vida Severina, texto de João Cabral de Melo Neto, foi composto em música por Chico Buarque.
Tomo dos autores, por ser pública a causa, a liberdade de interpretar do ponto de vista do envenenamento crônico por arsênio em Paracatu-MG
Esta cova em que estás, com palmos medida
É a conta menor que tiraste em vida
É de bom tamanho, nem largo, nem fundo
É "o ouro" que te cabe deste latifúndio
Não é cova grande, é cova medida
É "o ouro" que querias ver dividido
É uma cova grande pra teu pouco defunto
Mas estarás mais ancho que estavas no mundo
É uma cova grande pra teu defunto parco
Porém mais que no mundo, te sentirás largo
É uma cova grande pra tua carne pouca
Mas "ao ouro dado" nao se abre a boca
É a conta menor que tiraste em vida
É "o ouro" que te cabe deste "ourofúndio"
(É "o ouro" que querias ver dividido)
Estarás mais ancho que estavas no mundo
Mas "ao ouro dado" nao se abre a boca
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