Pode começar a chorar.
Sergio Ulhoa Dani, de Heidelberg, Alemanha, 25 de junho de 2011.
Alegre e brincalhão, mas crítico, disciplinado, persistente, pontual e confiável. Falo de Mário Nunes Alves, o ´Marim Preto` que nos deixou dia 19 de junho, pela primeira e derradeira vez. Marim Preto conduziu-me durante mais de 30 anos em Paracatu. Com ele não tinha hora ou tempo ruins, nem barro nem poeira. Não me lembro de ter chegado atrasado alguma vez, não me lembro de não ter ouvido alguma tirada crítica, inteligente ou bem humorada do Marim antes, durante ou depois da viagem. Uma piada que costumava fazer, quando me buscava na roça era dizer para quem ficava, na hora da despedida: ´- Agora pode começar a chorar`. E depois ria, para ninguém chorar. Café ele negava com educação: ´- Eu já sou preto bastante`. E ria, para não ter que tomar o café e perder o horário. Marim Preto viu nascer Brasília e ajudou a construí-la. Fazia fretes numa época em que uma viagem de Brasília ao Rio de Janeiro podia durar uma semana. Conduziu desde materiais de construção até alimento e gente de todo tipo, origem e nacionalidade. Empreendedor, construiu patrimônios materiais e imateriais que são o seu legado. Deixa esposa, filhos, clientes e amigos. Presto aqui uma singela homenagem ao nosso condutor, esteja onde estiver.
--
Sergio U. Dani, Dr.med., D.Sc.
Heidelberg, Germany
Tel. +49 15-226-453-423
srgdani@gmail.com
segunda-feira, 27 de junho de 2011
segunda-feira, 6 de junho de 2011
De Paracatu à Pascua Lama
De Paracatu à Pascua Lama : a falência do direito em proteger os seres humanos da morte pela expansão econômica incontrolável ?
Laure Terrier (*)
(*) Ecole Doctorale de Sciences Juridiques et Politiques, Université Paris-Ouest Nanterre La Défense, Paris, França.
Resumo : Os casos de Paracatu e Pascua Lama refletem uma realidade latino-americana, que finalmente é idêntica em qualquer região do mundo onde empresas transnacionais exploram os recursos naturais. O peso considerável dos lobbies coloca o direito num segundo plano; os tribunais reconhecem prontamente a admissibilidade legal de argumentos econômicos e financeiros, colocando os seres humanos no centro de um desenvolvimento econômico incontrolável que os condena à morte.
Laure Terrier (*)
(*) Ecole Doctorale de Sciences Juridiques et Politiques, Université Paris-Ouest Nanterre La Défense, Paris, França.
Resumo : Os casos de Paracatu e Pascua Lama refletem uma realidade latino-americana, que finalmente é idêntica em qualquer região do mundo onde empresas transnacionais exploram os recursos naturais. O peso considerável dos lobbies coloca o direito num segundo plano; os tribunais reconhecem prontamente a admissibilidade legal de argumentos econômicos e financeiros, colocando os seres humanos no centro de um desenvolvimento econômico incontrolável que os condena à morte.
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sábado, 14 de maio de 2011
ROMPIMENTO DE REPRESA DE MINERAÇÃO AMEAÇA POPULAÇÃO
La rotura de un dique minero amenaza con derramar cianuro
http://www.noalamina.org/mineria-mundo/blog
Mundo - Europa
MIÉRCOLES 11 DE MAYO DE 2011 11:46
La balsa acumula un volumen 30 veces mayor al del desastre de Doñana. La ciudad Kütahya en Turquía Occidental alberga junto a sus minas de plata una presa con los residuos de la actividad minera: 15 millones de metros cúbicos de agua con cianuro.
Fuente: diario El Mundo
http://www.noalamina.org/mineria-mundo/blog
Mundo - Europa
MIÉRCOLES 11 DE MAYO DE 2011 11:46
La balsa acumula un volumen 30 veces mayor al del desastre de Doñana. La ciudad Kütahya en Turquía Occidental alberga junto a sus minas de plata una presa con los residuos de la actividad minera: 15 millones de metros cúbicos de agua con cianuro.
Fuente: diario El Mundo
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Conselho Nacional admite causa de envenenamento em Paracatu
Conselho Nacional admite causa de envenenamento em Paracatu
Por Sergio Ulhoa Dani, de Heidelberg, Alemanha, 14 de abril de 2011
O Conselho Nacional de Defesa da Pessoa Humana (CDDPH) admitiu a causa de envenenamento crônico da população de Paracatu, município de 100 mil habitantes do noroeste de Minas Gerais, Brasil. Na decisão foi incluída a presença do DNPM-Departamento Nacional da Produção Mineral e outros órgãos licenciadores, e o Procurador de Justiça Criminal, Paulo Maurício Serrano Neves.
O envenenamento em Paracatu é causado pela liberação de arsênio pela atividade de mineração de ouro a céu aberto, nos limites urbanos, executada pela mineradora transnacional canadense, Kinross. A rocha minerada, arsenopirita, tem alto teor de arsênio e baixíssimo teor de ouro: uma parte de ouro para duas mil e quinhentas partes de arsênio puro que, traduzido em letalidade significa que cada grama de ouro extraída desagrega arsênio suficiente para matar 17.500 pessoas.
Por Sergio Ulhoa Dani, de Heidelberg, Alemanha, 14 de abril de 2011
O Conselho Nacional de Defesa da Pessoa Humana (CDDPH) admitiu a causa de envenenamento crônico da população de Paracatu, município de 100 mil habitantes do noroeste de Minas Gerais, Brasil. Na decisão foi incluída a presença do DNPM-Departamento Nacional da Produção Mineral e outros órgãos licenciadores, e o Procurador de Justiça Criminal, Paulo Maurício Serrano Neves.
O envenenamento em Paracatu é causado pela liberação de arsênio pela atividade de mineração de ouro a céu aberto, nos limites urbanos, executada pela mineradora transnacional canadense, Kinross. A rocha minerada, arsenopirita, tem alto teor de arsênio e baixíssimo teor de ouro: uma parte de ouro para duas mil e quinhentas partes de arsênio puro que, traduzido em letalidade significa que cada grama de ouro extraída desagrega arsênio suficiente para matar 17.500 pessoas.
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