quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Cresce o número de casos de câncer em Paracatu

Cresce o número de casos de câncer em Paracatu: indícios e população apontam transnacional canadense Kinross como culpada

Mineradora genocida recorre a falácias para ocultar o aumento de câncer relacionado à extração de ouro em Paracatu. Mas a ciência e o povo revelam a verdade.

Por Sergio U. Dani (*), em 19 de Janeiro de 2011

O número de casos de câncer aumentou significativamente em Paracatu nos últimos anos, informa um relatório de consultoria contratado pela Kinross, mineradora de ouro transnacional canadense.

A informação foi prestada numa Ação Civil Pública movida pela Fundação Acangaú contra a mineradora. A Fundação acusa a mineradora de genocídio pela liberação de arsênio em Paracatu, município de 100 mil habitantes do noroeste de Minas Gerais.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Abortos espontâneos em Paracatu

Cresce o número de abortos espontâneos em Paracatu: mineradora transnacional Kinross é apontada como culpada em ação judicial

Por Sergio Ulhoa Dani (*), em 18 de janeiro de 2011

O número de abortos espontâneos em Paracatu, cidade de 100 mil habitantes do noroeste de Minas Gerais, Brasil, está acima do número de abortos espontâneos nos municípios vizinhos de João Pinheiro e Unaí, conforme dados oficiais do sistema público de saúde.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Arsênio na bactéria dos outros é refresco

Arsênio na bactéria dos outros é refresco

Por Sergio Ulhoa Dani (*)

Pesquisadores da NASA descobriram no lago Mono da Califórnia uma bactéria que troca fósforo por arsênio nas suas moléculas, inclusive no DNA [1]. A descoberta é intrigante porque o arsênio é um elemento extremamente tóxico. Entretanto, o achado não autoriza a conclusão em favor da essencialidade do arsênio para nós e os nossos semelhantes.

Alta mobilização de arsênio mais de 200 anos depois do início da mineração de ouro no Quadrilátero Ferrífero.

Alta mobilização de arsênio mais de 200 anos depois do início da
mineração de ouro no Quadrilátero Ferrífero.

A concentração de arsênio na água dos córregos entre Ouro Preto e
Mariana está acima dos limites legais em todos os pontos analisados
por uma equipe da Universidade de Viçosa (UFV), conforme estudo
publicado na revista científica Environmental Monitoring Assessment
[1].

Os cientistas do Departamento de Química da UFV analisaram os
sedimentos e as águas dos córregos da região. A concentração de
arsênio na água variou entre 36,7 e 68,3 μg L⁻¹. A concentração de
arsênio em todos os pontos amostrados está aumentada de 3,67 a 6,83
vezes o limite máximo permitido pela legislação brasileira para água
destinada ao consumo humano, que é de 10 μg L⁻¹.